quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Irreal

Trocados, esquecidos, sumidos, indecisos, arrasados.
O sino já tocou tantas vezes
Será que tudo aquilo que nos contaram e nos fizeram acreditar
Era só pra poder viver a vida com alguma esperança?
Olho nos olhos das pessoas, tão juntas umas com as outras e tão sozinhas.
Olhares vazios, lábios cerrados.
Usadas e envergonhadas
Por que um dia ousaram se encontrar no outro
De nada adianta imaginar
Se não temos nada para nos apoiar.
Onde estão as pessoas
Os risos e carinhos
O brilho parece pequeno, esquecido e triste
Tudo o que foi vivido virou passado
Como se nada mais importasse
Os laços e as palavras quebrados e deixados pra trás
E quem espera, espera sozinho.
Por que é sozinho que se nasce
E é sozinho que se morre.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Gosto do sol, mas prefiro a lua.
Meus caminhos foram traçados de pedra e de mato
A luz da sombra ao meu lado.
A chuva caindo formando abrigo,
Formando afago,
Lembrando saudade.
Nas patas,
Mistura de areia e de barro

domingo, 14 de setembro de 2008

autor : Ley Guerato para filhinha

*
Noite de 24 de maio.

Foi aí que começou tudo:
Pega fio dental.
Pega tesoura.
Pega álcool.
Dá beijo na namorada.
Aperta barriga.
Namorada faz força.
Aperta barriga.
Bebê começa a nascer.
Namorada faz força.
Bebê pula na mão do pai.
Pai dá bebê para namorada e ela diz que é linda.
Pai também acha.
Mãe enrola bebê nos braços.
Vovô e vovó vem ver bebê.
Bebê vai para o berço.
Menininha cresce vai para escola.
Cuidado para atravessa a rua, olha para os lados.
Para cima e para baixo.
Meninha desenha, menininha faz letra, menininha faz nome.
Dá banho em menininha, põe sapato em meninha, caminha para escola
Falando da natureza e coletando flores.
Chega em casa, conta estória sem fim.
Dorme, acorda, passeia, dá beijo e abraço
Dorme meninha acorda mocinha.
Fala de garoto, fala de menino, fala de namorado.

Nossa ! O tempo passou e eu não vi.
Papai assume cargo de Papai e Mamãe.
A vida é uma peça

Fica louca e fica princesa.
Ficou linda.
Ficou Clarissa.

08.09.2008

quarta-feira, 9 de julho de 2008








Tentando fazer algo de valor a quem precisa!


trupe ''Fadas e Palhaços''

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Com os olhinhos fechados
O corpo estendido no chão
A alma livre
Suas orelhas já não escutam
Suas pernas não se movem mais

Quando você acordar de novo
Será num lugar melhor?
Poderá respirar por mais tempo?
E será que terá ao seu lado, alguém que veja como são lindos seus olhinhos abertos?

- Dedicado a todos os animais que são mortos pelo simples prazer de matá-los e a todos aqueles que são usados em experiências sem que sua vida e sentimentos sejam respeitados.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Quem não sabe seu nome
Nem seu rosto,
Mas desenha na lembrança
De dias felizes ao teu lado,
Do gosto da rosa
Às amargas águas do mar
No barco Solidão.
A lua que te espreita e estanca teu sangue
Que escorre pelos dedos
Mesmo na dor, o cheiro da flor vem te aliviar.
E já segue o canto de alguém a quem você pertence
E que é dona de sua dor, terra, mar e alma.

Lobos da noite

O lobo espreita o amanhecer
O cheiro da carne e do pão
Os olhos em chamas de sede de amor
A luz da lua ainda iluminando a cama
Sussurro entre bocas
O ar se acalma
O sol nasce no horizonte
Já não há mais rastros
Dos que passaram a noite aqui.
Nada mais se conta,
O que passou, foi esquecido.
E só será lembrado
Quando a noite novamente chamar seus lobos.