quinta-feira, 14 de maio de 2009

Um pouquinho de amor,
Um pedaço de ciúmes,
Um cheirinho de intriga.
O pedaço do tecido da mágoa entremeando a insegurança e a possessividade,
Para contrastar com o lado terno do carinho.
A bainha feita de beijinhos.
Um acabamento de sussurros de pequenas palavras aos ouvidos.
Deixando cair sobre a costura de sorrisos
A linha de olhares se cruzando.
Pra forrar toda a costura, a saudade,
Que envolve com inocência a minha colcha de retalhos

segunda-feira, 6 de abril de 2009

E veio deitar-se na praia junto a ela
Com sua cauda ainda mergulhada na água
Ah, como queria ficar ali pra sempre.
Queria lhe contar tanta coisa.
Ela tem ciúmes das sereias
Ele, ciúmes da areia onde ela fica a observá-lo.
O mar faz serenata para embalar o amor
As conchas que ele manda de presente vêm como abraço, pra acalmar a dor.
Ela merece o amor verdadeiro mesmo que este pertença ao mar.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Carta ao Papai Noel

Esse ano fui boazinha com todo mundo.
Comi toda a comida.
Não briguei com ninguém.
Estudei e tirei notas altas!
Por isso, Papai Noel.
Eu te peço aquele menino que vi uma vez na vitrine,
Que ta em falta no mercado.
Não é tão barato...
Mas juro que tomo conta direitinho!
Vou lavar suas roupinhas
E o fazer ficar bem fortinho!
Vai dormir do meu lado todas as noites,
Que é pra espantar os fantasmas de quando eu estou sozinha.
Vamos brincar de casinha e ele será o meu marido!
O que me trás flores todos os dias
E têm um trabalho emocionante!

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Chico Buarque

Quero ficar no teu corpo feito tatuagem,
Que é pra te dar coragem
Pra seguir viagem.
Quando a noite vem
É também pra me perpetuar em tua escrava
Que você pega, esfrega, nega
Mas não lava.

Quero brincar no teu corpo feito bailarina
Que logo se alucina
Salta e te ilumina
Quando a noite vem.
E nos músculos exaustos do teu braço
Repousar frouxa, murcha, farta
Morta de cansaço

Quero pesar feito cruz nas tuas costas
Que te retalha em postas
Mas no fundo gostas
Quando a noite vem.
Quero ser a cicatriz risonha e corrosiva
Marcada a frio, a ferro e fogo
Em carne viva

Corações de mãe
Arpões, sereias e serpentes
Que te rabiscam o corpo todo
Mas não sentes.

22.02.09

Você é só meu.
Não te mostro pra ninguém
Guardo como tesouro mais frágil.
Venha que eu te protejo do mundo,
Deita no meu colo que te afago o corpo
Com todo o meu amor.
És meu segredo.
Está fechado e a salvo dos que querem te fazer mal.
Fujas e venha de encontro a mim que te guardo no peito
E te carrego pra onde for sem me cansar.
Sela com um beijo teu amor por mim
E não vá embora nunca mais
Guarda-me dentro de ti
Me proteja, me aqueça
Que sempre estarei contigo
Serei seu porto seguro.
Fecho meu coração contigo dentro
Por que nenhum outro jamais o habitará.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

E me faz uma pergunta
Como tantas outras
E muda o horário do relógio para trás
Passam as horas pro passado
E de lá não saem mais.
Vejo o futuro agora
Amargo a minha decisão
Voltei, e você volta também.
Recomeça de onde parou
E não para nunca mais.
Fala o que escondia
Remove, remonta
Busca, busca o que não da mais.
E anda, anda demais.
Quebra, quebra de todo.
Alinha, e machuca de novo.
E quero, quero tudo.
Tudo o que pertence ao meu mundo
E devolve, devolve o meu desespero.
E me toma, toma de corpo inteiro.
E ressurge das cinzas
O amor menino
E muda o ponteiro do relógio pra trás
Muda o mudo presente
E não cala nunca mais.

domingo, 19 de outubro de 2008

Pai !

5h horas da manhã
levanta,
Espelho
Creme de barbear
Perfume
Blusa de manga comprida
Chave do carro
Correria pra chegar a tempo no trabalho
Estudo da biologia
Volta pra casa
Comida caseira
Folhagens e verduras
Mais trabalho
Lanche da tarde
Com revistas e estórias de outras vidas
Café bem forte
Mais trabalho
Chega a noite
Uma paradinha pra ficar na sala
Jantar
Com macarrão alho e óleo
Hora de dormir
Até amanhã pro pai
Os gatos pra fora
Matar mosquito
Desligar o computador
Dar um beijo de boa noite na filha
Finalmente poder sonhar
Pra acordar no dia seguinte
E começar tudo outra vez.

Ao meu pai, meu herói e amigo!
Por tudo o que foi me ensinado e por tê-lo ao meu lado sempre
Mesmo que não estejamos perto um do outro
Estamos sempre juntos.
Beijos Papai Leley, te amo do fundo do meu coração e pra sempre!

Clarissa Guerato (filha do Leley com muito orgulho)
10.08.08.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Irreal

Trocados, esquecidos, sumidos, indecisos, arrasados.
O sino já tocou tantas vezes
Será que tudo aquilo que nos contaram e nos fizeram acreditar
Era só pra poder viver a vida com alguma esperança?
Olho nos olhos das pessoas, tão juntas umas com as outras e tão sozinhas.
Olhares vazios, lábios cerrados.
Usadas e envergonhadas
Por que um dia ousaram se encontrar no outro
De nada adianta imaginar
Se não temos nada para nos apoiar.
Onde estão as pessoas
Os risos e carinhos
O brilho parece pequeno, esquecido e triste
Tudo o que foi vivido virou passado
Como se nada mais importasse
Os laços e as palavras quebrados e deixados pra trás
E quem espera, espera sozinho.
Por que é sozinho que se nasce
E é sozinho que se morre.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Gosto do sol, mas prefiro a lua.
Meus caminhos foram traçados de pedra e de mato
A luz da sombra ao meu lado.
A chuva caindo formando abrigo,
Formando afago,
Lembrando saudade.
Nas patas,
Mistura de areia e de barro

domingo, 14 de setembro de 2008

autor : Ley Guerato para filhinha

*
Noite de 24 de maio.

Foi aí que começou tudo:
Pega fio dental.
Pega tesoura.
Pega álcool.
Dá beijo na namorada.
Aperta barriga.
Namorada faz força.
Aperta barriga.
Bebê começa a nascer.
Namorada faz força.
Bebê pula na mão do pai.
Pai dá bebê para namorada e ela diz que é linda.
Pai também acha.
Mãe enrola bebê nos braços.
Vovô e vovó vem ver bebê.
Bebê vai para o berço.
Menininha cresce vai para escola.
Cuidado para atravessa a rua, olha para os lados.
Para cima e para baixo.
Meninha desenha, menininha faz letra, menininha faz nome.
Dá banho em menininha, põe sapato em meninha, caminha para escola
Falando da natureza e coletando flores.
Chega em casa, conta estória sem fim.
Dorme, acorda, passeia, dá beijo e abraço
Dorme meninha acorda mocinha.
Fala de garoto, fala de menino, fala de namorado.

Nossa ! O tempo passou e eu não vi.
Papai assume cargo de Papai e Mamãe.
A vida é uma peça

Fica louca e fica princesa.
Ficou linda.
Ficou Clarissa.

08.09.2008

quarta-feira, 9 de julho de 2008








Tentando fazer algo de valor a quem precisa!


trupe ''Fadas e Palhaços''

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Com os olhinhos fechados
O corpo estendido no chão
A alma livre
Suas orelhas já não escutam
Suas pernas não se movem mais

Quando você acordar de novo
Será num lugar melhor?
Poderá respirar por mais tempo?
E será que terá ao seu lado, alguém que veja como são lindos seus olhinhos abertos?

- Dedicado a todos os animais que são mortos pelo simples prazer de matá-los e a todos aqueles que são usados em experiências sem que sua vida e sentimentos sejam respeitados.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Quem não sabe seu nome
Nem seu rosto,
Mas desenha na lembrança
De dias felizes ao teu lado,
Do gosto da rosa
Às amargas águas do mar
No barco Solidão.
A lua que te espreita e estanca teu sangue
Que escorre pelos dedos
Mesmo na dor, o cheiro da flor vem te aliviar.
E já segue o canto de alguém a quem você pertence
E que é dona de sua dor, terra, mar e alma.

Lobos da noite

O lobo espreita o amanhecer
O cheiro da carne e do pão
Os olhos em chamas de sede de amor
A luz da lua ainda iluminando a cama
Sussurro entre bocas
O ar se acalma
O sol nasce no horizonte
Já não há mais rastros
Dos que passaram a noite aqui.
Nada mais se conta,
O que passou, foi esquecido.
E só será lembrado
Quando a noite novamente chamar seus lobos.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

O que pode acontecer de tão errado
que não possa ser tornado doce ?
Como você me deixa te ver dormindo
e acaba com meus sonhos do jeito que você faz
Você é responsável pela loucura nunca vista antes
de mim mesma.
Como você pode me fazer cair
E quebrar meu telefone com mentiras de amor?
É tão fácil partir um coração
E é tão fácil fechar os olhos
Como você pode cuidar de mim como se eu fosse uma criança
e como uma criança, eu posso admirar você?
Como você pode fazer tudo que esta em branco se tornar azul?
E ter meus pés em seus pés
É a primeira vez que vejo tanta loucura.
Eu nunca fui louca
Agora eu sou,
Por ter me fechado para suas loucuras
Por ter me fechado só para você

sábado, 26 de abril de 2008

A vida longe de ti é muito chata
Nada têm o mesmo valor
Nada têm o mesmo sabor
Mesmo que você não mereça
Continuo pensando em você
Não dá pra te esquecer.
Confesso que já tentei.
E desisti
Desisti de tentar esquecer seu beijo
De esquecer seu abraço
Seu jeito
E cheiro.
Desisti de tentar esquecer o que não se pode mais.
Já é tatuagem
Marcado a fogo pelo teu olhar
Mas não pense que por isso vou te deixar voltar
Ou te deixar gritar e brigar
Seu choro e suas palavras cortaram a seda pura
Na qual eu te envolvi
Pra que não pudesse se machucar
Ainda sinto a dor de gostar tanto de você
De imaginar meu futuro ao seu lado
De ver as pessoas e me enganar querendo que uma delas seja você.
Mas não é
Não pode mais ser
Você fez de mim seu passado
Enquanto eu fiz de você, infelizmente
O meu amor

sábado, 5 de abril de 2008

Ela como ela é !


Ai como ela é esnobe
Olha pro alto tentando encontrar ela mesmo
Mas o que pode fazer
Se os olhares estão voltados pra ela
Ela é menina, ela é princesa.
Ela é ela
As borboletas a acompanham
Pesando ser ela uma flor
E não é?!
Quem sabe ela olha um dia pra mim
Não olha só para as fotos tiradas dela
Para a pose de modelo
Quem sabe um dia
Aquele batom que ela passa
Possa marcar meu rosto com o mesmo carinho
Que ela marca seu jeito no coração da gente
Com o mesmo jeito que ela diz ser Espanhola
Com o mesmo ser que nos apaixona
Com tantos olhares só para ela
Será que teria um olhar dela pra mim?
Mesmo que seja um olhar de ver alguém tão diferente dela
Gente que não tenha todas as fotos
Ou Montagens de homenagem
Gente que não tenha uma torre
Gente que não seja nem louca nem princesa
Gente diferente dela
Gente só gente
E não gente ela

domingo, 30 de março de 2008

Lembra de quando a gente escrevia músicas?
De quando a gente fica sonhando
E falando dos meninos que passavam?
Saudade de criar dança
De ver a cara de espanto dos outros
Só por que estávamos rindo
De admirar o mundo pelo muro
De olhar pro alto e fazer pedido às estrelas
O banho de chuva lavando a alma
Os Caminhos mudando o curso do rio
Que ainda correm paralelos
Não se sabe até onde vão
Quem sabe algum dia a gente se encontra
Pra mostrarmos uma para outra, os nossos filhos.
Quem sabe algum dia a gente vá para praia
Relembrar o que já vivemos
Admirarmos mesmo que pela última vez
As estrelas brilhando, como sempre fizeram, e a gente tinha esquecido.
Tomar banho de chuva fina
Depois da tempestade passada
Quem sabe um dia a gente possa se encontrar
E contarmos sobre a nossa vida
Sobre as nossas chuvas, nossos contos e músicas.
Contarmos sobre o nosso tempo
Sobre o que pensamos e o que fizemos
Contarmos para alguém
Que vire para nós e diga
Nossa: Quando eu crescer quero ter uma amizade igual a de vocês!

terça-feira, 18 de março de 2008

alma de teatro

Vamos lá!
Vamos viver,
vamos ser
atores, atrizes
do palco a saudade bate forte
de todas as luzes dos holofotes
dos rostos das pessoas
risadas e choros
Vamos lá
Vamos rever nossos conceitos
De tudo o que você um dia acreditou
No palco não é assim
Não é nem você
E quem é não existe
Isso é o que eu gosto
esse é o meu destino
venha comigo,
vamos teatrar !!!

segunda-feira, 17 de março de 2008

Fugindo

Fugindo de quem se é
Fugindo de quem se vê
Fugindo de quem ainda nem viu
Pra quer esperar?
Nada vai mudar
Talvez já esteja tudo lá
Você vai me buscar?
Não sei ser diferente, nem quero.
Pra quê?
Pra ser questionada?
Não, obrigada
Prefiro ficar aqui
Correndo contra o vento
Junto com a areia do deserto que nunca vi
Ou acompanhada pelas águas do mar
Se quiser, pode vir.
Mas vai ter que me acompanhar.
Eu não espero
Mas é bom me ter por perto
Sou diferente dos demais
Sei agir, sei defender.
Amo o meu jeito de viver
Camuflagem? É comigo mesmo.
Olhe em meus olhos, viu?
Sou lobo
Olhe para meu rosto
Sou flor.
Olhe para a minha alma,
Sou borboleta.
Adeus, nunca mais irá me ver.
Se a brisa soprar, irá lembrar de mim.
Daquela a qual você preferiu ver partir
Por medo de se machucar no vôo